Função Quadrática
Exercícios 160 e 161
Exercícios 160 e 161
Neste vídeo você acompanhará a resolução completa e detalhada de todos os exercícios do módulo de Função Quadrática. Cada questão é explicada passo a passo, desde a interpretação do enunciado até a resposta final, com destaque para as estratégias de resolução e possíveis armadilhas. Os vídeos seguem uma progressão pedagógica, iniciando com exercícios fundamentais de identificação e cálculo básico, avançando gradualmente para problemas de maior complexidade. Você verá técnicas de construção de gráficos, análise de concavidade, determinação de vértices e zeros, aplicações práticas e resolução de questões de vestibulares, ENEM, olimpíadas de Matemática e concursos. As explicações são claras e didáticas, permitindo que você compreenda não apenas como resolver, mas porque cada passo é necessário. Ideal para reforçar o aprendizado teórico, esclarecer dúvidas e desenvolver autonomia na resolução de problemas matemáticos.
Material de Apoio
FUNÇÃO QUADRÁTICA
1. DEFINIÇÃO
Uma função quadrática (ou função do segundo grau) é toda função \( f: \mathbb{R} \to \mathbb{R} \) definida pela lei de formação \( f(x) = ax^2 + bx + c \), onde \( a \), \( b \) e \( c \) são números reais e \( a \neq 0 \).
Os coeficientes têm significados específicos:
- \( a \): coeficiente do termo quadrático (não pode ser zero)
- \( b \): coeficiente do termo linear
- \( c \): coeficiente independente ou termo constante
Exemplo 1:
\( f(x) = 2x^2 + 3x - 5 \)
Aqui: \( a = 2 \), \( b = 3 \), \( c = -5 \)
Exemplo 2:
\( g(x) = -x^2 + 4 \)
Aqui: \( a = -1 \), \( b = 0 \), \( c = 4 \)
Exemplo 3:
\( h(x) = 3x^2 - 6x \)
Aqui: \( a = 3 \), \( b = -6 \), \( c = 0 \)
2. GRÁFICO DA FUNÇÃO QUADRÁTICA
O gráfico de uma função quadrática é uma curva chamada PARÁBOLA. A parábola possui características específicas determinadas pelos coeficientes da função.
2.1 CONCAVIDADE DA PARÁBOLA
A concavidade (direção de abertura) da parábola é determinada pelo sinal do coeficiente \( a \):
- Se \( a > 0 \): concavidade voltada para cima (parábola "sorri")
- Se \( a < 0 \): concavidade voltada para baixo (parábola "chora")
Exemplo 1:
\( f(x) = 2x^2 + 3x - 1 \)
Como \( a = 2 > 0 \), a parábola tem concavidade para cima.
Exemplo 2:
\( g(x) = -3x^2 + 2x + 5 \)
Como \( a = -3 < 0 \), a parábola tem concavidade para baixo.
2.2 INTERSEÇÃO COM O EIXO Y
O ponto onde a parábola intercepta o eixo y ocorre quando \( x = 0 \). Substituindo \( x = 0 \) na função, temos \( f(0) = c \).
Portanto, o ponto de interseção com o eixo y é \( (0, c) \).
Exemplo:
\( f(x) = x^2 - 4x + 3 \)
\( f(0) = 0^2 - 4(0) + 3 = 3 \)
Ponto de interseção: \( (0, 3) \)
3. ZEROS OU RAÍZES DA FUNÇÃO
Os zeros (ou raízes) da função quadrática são os valores de \( x \) para os quais \( f(x) = 0 \). Geometricamente, são os pontos onde a parábola intercepta o eixo x.
3.1 FÓRMULA DE BHASKARA
Para encontrar os zeros, resolvemos a equação \( ax^2 + bx + c = 0 \) usando a fórmula:
\( x = \frac{-b \pm \sqrt{\Delta}}{2a} \)
onde \( \Delta = b^2 - 4ac \) (discriminante)
Exemplo:
\( f(x) = x^2 - 5x + 6 \)
\( a = 1 \), \( b = -5 \), \( c = 6 \)
\( \Delta = (-5)^2 - 4(1)(6) = 25 - 24 = 1 \)
\( x = \frac{5 \pm \sqrt{1}}{2} = \frac{5 \pm 1}{2} \)
\( x_1 = \frac{6}{2} = 3 \)
\( x_2 = \frac{4}{2} = 2 \)
Zeros: \( x = 2 \) e \( x = 3 \)
3.2 DISCRIMINANTE (DELTA)
O discriminante \( \Delta = b^2 - 4ac \) determina a quantidade e o tipo de raízes:
- \( \Delta > 0 \): a função possui duas raízes reais e distintas (a parábola corta o eixo x em dois pontos)
- \( \Delta = 0 \): a função possui uma raiz real (raiz dupla) (a parábola tangencia o eixo x)
- \( \Delta < 0 \): a função não possui raízes reais (a parábola não intercepta o eixo x)
Exemplo 1:
\( f(x) = x^2 - 4x + 3 \)
\( \Delta = 16 - 12 = 4 > 0 \) (duas raízes reais distintas)
Exemplo 2:
\( g(x) = x^2 - 6x + 9 \)
\( \Delta = 36 - 36 = 0 \) (uma raiz real dupla)
Exemplo 3:
\( h(x) = x^2 + 2x + 5 \)
\( \Delta = 4 - 20 = -16 < 0 \) (não possui raízes reais)
4. FORMAS DE REPRESENTAÇÃO DA FUNÇÃO QUADRÁTICA
Uma função quadrática pode ser escrita de três formas equivalentes, cada uma destacando diferentes características da função.
4.1 FORMA GERAL OU FORMA PADRÃO
\( f(x) = ax^2 + bx + c \)
É a forma mais comum e direta. Os coeficientes estão explícitos e o termo independente \( c \) representa a interseção com o eixo y.
Exemplo:
\( f(x) = 2x^2 - 8x + 6 \)
4.2 FORMA FATORADA
Quando a função possui raízes reais \( x_1 \) e \( x_2 \), ela pode ser escrita como:
\( f(x) = a(x - x_1)(x - x_2) \)
Esta forma facilita a identificação imediata das raízes da função e é especialmente útil para resolver inequações e esboçar gráficos.
Observação importante: A forma fatorada só existe quando \( \Delta \geq 0 \) (quando a função possui raízes reais).
Exemplo 1:
Escrever \( f(x) = x^2 - 5x + 6 \) na forma fatorada
Primeiro encontramos as raízes:
\( x_1 = 2 \) e \( x_2 = 3 \)
Forma fatorada: \( f(x) = 1(x - 2)(x - 3) = (x - 2)(x - 3) \)
Verificação: \( (x - 2)(x - 3) = x^2 - 3x - 2x + 6 = x^2 - 5x + 6 \) ✓
Exemplo 2:
Escrever \( f(x) = 2x^2 - 8x + 6 \) na forma fatorada
Raízes:
\( \Delta = 64 - 48 = 16 \)
\( x = \frac{8 \pm 4}{4} \)
\( x_1 = 3 \) e \( x_2 = 1 \)
Forma fatorada: \( f(x) = 2(x - 3)(x - 1) \)
Verificação: \( 2(x - 3)(x - 1) = 2(x^2 - 4x + 3) = 2x^2 - 8x + 6 \) ✓
Exemplo 3:
Escrever \( f(x) = -x^2 + x + 6 \) na forma fatorada
Raízes:
\( \Delta = 1 + 24 = 25 \)
\( x = \frac{-1 \pm 5}{-2} \)
\( x_1 = -2 \) e \( x_2 = 3 \)
Forma fatorada: \( f(x) = -1(x - (-2))(x - 3) = -(x + 2)(x - 3) \)
Verificação: \( -(x + 2)(x - 3) = -(x^2 - x - 6) = -x^2 + x + 6 \) ✓
Exemplo 4:
Função com raiz dupla
\( f(x) = x^2 - 6x + 9 \)
Raiz dupla: \( x = 3 \)
Forma fatorada: \( f(x) = (x - 3)(x - 3) = (x - 3)^2 \)
4.3 FORMA CANÔNICA OU FORMA DO VÉRTICE
\( f(x) = a(x - x_v)^2 + y_v \)
onde \( V = (x_v, y_v) \) é o vértice da parábola.
Esta forma facilita a identificação imediata do vértice e é útil para determinar valores máximos ou mínimos.
Exemplo:
Transformar \( f(x) = x^2 - 6x + 5 \) na forma canônica
Primeiro encontramos o vértice:
\( x_v = \frac{-(-6)}{2 \cdot 1} = 3 \)
\( y_v = f(3) = 9 - 18 + 5 = -4 \)
Forma canônica: \( f(x) = (x - 3)^2 - 4 \)
Verificação: \( (x - 3)^2 - 4 = x^2 - 6x + 9 - 4 = x^2 - 6x + 5 \) ✓
4.4 CONVERSÃO ENTRE AS FORMAS
Da forma geral para a forma fatorada:
1. Encontre as raízes usando Bhaskara
2. Escreva \( f(x) = a(x - x_1)(x - x_2) \)
Da forma fatorada para a forma geral:
Desenvolva o produto: \( a(x - x_1)(x - x_2) = ax^2 - a(x_1 + x_2)x + ax_1x_2 \)
Da forma canônica para a forma geral:
Desenvolva: \( a(x - x_v)^2 + y_v = a(x^2 - 2x_vx + x_v^2) + y_v \)
Exemplo completo:
\( f(x) = 2x^2 - 12x + 10 \)
Forma fatorada:
Raízes: \( x = \frac{12 \pm \sqrt{144-80}}{4} = \frac{12 \pm 8}{4} \)
\( x_1 = 5 \) e \( x_2 = 1 \)
\( f(x) = 2(x - 5)(x - 1) \)
Forma canônica:
\( x_v = \frac{12}{4} = 3 \)
\( y_v = 2(9) - 12(3) + 10 = 18 - 36 + 10 = -8 \)
\( f(x) = 2(x - 3)^2 - 8 \)
5. VÉRTICE DA PARÁBOLA
O vértice é o ponto mais alto (quando \( a < 0 \)) ou mais baixo (quando \( a > 0 \)) da parábola. Suas coordenadas são \( V = (x_v, y_v) \), calculadas por:
\( x_v = \frac{-b}{2a} \)
\( y_v = \frac{-\Delta}{4a} \) ou \( y_v = f(x_v) \)
O vértice representa:
- O ponto de máximo da função quando \( a < 0 \)
- O ponto de mínimo da função quando \( a > 0 \)
Exemplo:
\( f(x) = x^2 - 4x + 3 \)
\( a = 1 \), \( b = -4 \), \( c = 3 \)
\( \Delta = 16 - 12 = 4 \)
\( x_v = \frac{-(-4)}{2 \cdot 1} = \frac{4}{2} = 2 \)
\( y_v = \frac{-4}{4 \cdot 1} = -1 \)
Vértice: \( V = (2, -1) \)
Como \( a = 1 > 0 \), o vértice é ponto de mínimo.

6. EIXO DE SIMETRIA
A parábola é simétrica em relação a uma reta vertical que passa pelo vértice, chamada eixo de simetria. Sua equação é:
\( x = x_v = \frac{-b}{2a} \)
Exemplo:
Para \( f(x) = 2x^2 - 8x + 5 \)
\( x_v = \frac{-(-8)}{2 \cdot 2} = \frac{8}{4} = 2 \)
Eixo de simetria: \( x = 2 \)

7. VALOR MÁXIMO OU MÍNIMO
O valor máximo ou mínimo de uma função quadrática é a coordenada y do vértice \( (y_v) \):
- Se \( a > 0 \): a função tem valor mínimo igual a \( y_v \)
- Se \( a < 0 \): a função tem valor máximo igual a \( y_v \)
Exemplo 1:
\( f(x) = -x^2 + 4x - 3 \)
\( a = -1 < 0 \) (tem valor máximo)
\( x_v = \frac{-4}{-2} = 2 \)
\( y_v = -(2)^2 + 4(2) - 3 = -4 + 8 - 3 = 1 \)
Valor máximo: 1 (ocorre quando \( x = 2 \))

Exemplo 2:
\( g(x) = 2x^2 - 4x + 5 \)
\( a = 2 > 0 \) (tem valor mínimo)
\( x_v = \frac{4}{4} = 1 \)
\( y_v = 2(1)^2 - 4(1) + 5 = 3 \)
Valor mínimo: 3 (ocorre quando \( x = 1 \))
8. ESTUDO DO SINAL
Estudar o sinal de uma função quadrática significa determinar para quais valores de x a função é positiva, negativa ou nula.
O comportamento depende da concavidade (sinal de a) e das raízes (valor de \( \Delta \)):
CASO 1:
\( a > 0 \) e \( \Delta > 0 \) (parábola para cima com duas raízes \( x_1 \) e \( x_2 \), \( x_1 < x_2 \))
- \( f(x) > 0 \) para \( x < x_1 \) ou \( x > x_2 \)
- \( f(x) = 0 \) para \( x = x_1 \) ou \( x = x_2 \)
- \( f(x) < 0 \) para \( x_1 < x < x_2 \)
Exemplo:
\( f(x) = x^2 - 5x + 6 \)
Raízes: \( x_1 = 2 \) e \( x_2 = 3 \), \( a = 1 > 0 \)
\( f(x) > 0 \) para \( x < 2 \) ou \( x > 3 \)
\( f(x) = 0 \) para \( x = 2 \) ou \( x = 3 \)
\( f(x) < 0 \) para \( 2 < x < 3 \)

CASO 2:
\( a > 0 \) e \( \Delta = 0 \) (parábola para cima tangenciando o eixo x)
- \( f(x) > 0 \) para todo \( x \neq x_v \)
- \( f(x) = 0 \) apenas para \( x = x_v \)
- \( f(x) \) nunca é negativa
Exemplo:
\( f(x) = x^2 - 4x + 4 \)
Raiz dupla: \( x = 2 \), \( a = 1 > 0 \)
\( f(x) > 0 \) para \( x \neq 2 \)
\( f(x) = 0 \) para \( x = 2 \)
CASO 3:
\( a > 0 \) e \( \Delta < 0 \) (parábola para cima sem interceptar o eixo x)
- \( f(x) > 0 \) para todo \( x \) real
- \( f(x) \) nunca é zero ou negativa
Exemplo:
\( f(x) = x^2 + 2x + 5 \)
\( \Delta = 4 - 20 = -16 < 0 \), \( a = 1 > 0 \)
\( f(x) > 0 \) para todo \( x \) real

CASO 4:
\( a < 0 \) e \( \Delta > 0 \) (parábola para baixo com duas raízes)
- \( f(x) < 0 \) para \( x < x_1 \) ou \( x > x_2 \)
- \( f(x) = 0 \) para \( x = x_1 \) ou \( x = x_2 \)
- \( f(x) > 0 \) para \( x_1 < x < x_2 \)
Exemplo:
\( f(x) = -x^2 + 5x - 6 \)
Raízes: \( x_1 = 2 \) e \( x_2 = 3 \), \( a = -1 < 0 \)
\( f(x) < 0 \) para \( x < 2 \) ou \( x > 3 \)
\( f(x) = 0 \) para \( x = 2 \) ou \( x = 3 \)
\( f(x) > 0 \) para \( 2 < x < 3 \)

CASO 5:
\( a < 0 \) e \( \Delta = 0 \) (parábola para baixo tangenciando o eixo x)
- \( f(x) < 0 \) para todo \( x \neq x_v \)
- \( f(x) = 0 \) apenas para \( x = x_v \)
- \( f(x) \) nunca é positiva
Exemplo:
\( f(x) = -x^2 + 6x - 9 \)
Raiz dupla: \( x = 3 \), \( a = -1 < 0 \)
\( f(x) < 0 \) para \( x \neq 3 \)
\( f(x) = 0 \) para \( x = 3 \)

CASO 6:
\( a < 0 \) e \( \Delta < 0 \) (parábola para baixo sem interceptar o eixo x)
- \( f(x) < 0 \) para todo \( x \) real
- \( f(x) \) nunca é zero ou positiva
Exemplo:
\( f(x) = -x^2 - 2x - 5 \)
\( \Delta = 4 - 20 = -16 < 0 \), \( a = -1 < 0 \)
\( f(x) < 0 \) para todo \( x \) real

9. RELAÇÕES ENTRE COEFICIENTES E RAÍZES (RELAÇÕES DE GIRARD)
Quando a função possui raízes \( x_1 \) e \( x_2 \), existem relações importantes:
Soma das raízes: \( x_1 + x_2 = \frac{-b}{a} \)
Produto das raízes: \( x_1 \cdot x_2 = \frac{c}{a} \)
Exemplo:
\( f(x) = 2x^2 - 6x + 4 \)
Resolvendo: \( x_1 = 2 \) e \( x_2 = 1 \)
Verificando:
Soma: \( 2 + 1 = 3 = \frac{-(-6)}{2} = \frac{6}{2} = 3 \) ✓
Produto: \( 2 \cdot 1 = 2 = \frac{4}{2} = 2 \) ✓
10. CONSTRUÇÃO DO GRÁFICO - ROTEIRO
Para esboçar o gráfico de uma função quadrática:
1. Identifique o coeficiente \( a \) e determine a concavidade
2. Calcule o discriminante \( \Delta \) para saber quantas raízes existem
3. Encontre as raízes (se existirem) usando Bhaskara
4. Calcule as coordenadas do vértice
5. Determine a interseção com o eixo y (ponto \( (0, c) \))
6. Trace a parábola passando pelos pontos encontrados
Exemplo completo:
\( f(x) = x^2 - 2x - 3 \)
1. \( a = 1 > 0 \) → concavidade para cima
2. \( \Delta = 4 + 12 = 16 > 0 \) → duas raízes reais
3. Raízes: \( x = \frac{2 \pm 4}{2} \) → \( x_1 = -1 \) e \( x_2 = 3 \)
4. Vértice: \( x_v = 1 \), \( y_v = 1 - 2 - 3 = -4 \) → \( V(1, -4) \)
5. Interseção com eixo y: \( (0, -3) \)
6. Trace a parábola passando por \( (-1, 0) \), \( (0, -3) \), \( (1, -4) \), \( (3, 0) \)

11. APLICAÇÕES PRÁTICAS
As funções quadráticas aparecem em diversos contextos do cotidiano e da ciência:
- Movimento de projéteis (trajetória parabólica)
- Problemas de máximos e mínimos (lucro, área, perímetro)
- Física (queda livre, lançamento oblíquo)
- Engenharia (arcos parabólicos, antenas, faróis)
Exemplo de aplicação:
Um fazendeiro tem 100 metros de cerca e deseja construir um cercado retangular aproveitando um muro reto como um dos lados. Qual a área máxima possível?
Seja \( x \) um dos lados perpendiculares ao muro.
Perímetro: \( x + y + x = 100 \), onde \( y \) é o lado paralelo ao muro
Logo: \( y = 100 - 2x \)
Área: \( A(x) = x \cdot y = x(100 - 2x) = 100x - 2x^2 = -2x^2 + 100x \)
Esta é uma função quadrática com \( a = -2 < 0 \) (tem máximo)
\( x_v = \frac{-100}{-4} = 25 \)
\( y_v = -2(25)^2 + 100(25) = -1250 + 2500 = 1250 \)
Área máxima: 1250 m² (quando \( x = 25 \) m e \( y = 50 \) m)
Praticar Agora
Enunciado
(UFPR) O lucro diário \( L \) é a receita gerada \( R \) menor o custo de produção \( C \). Suponha que, em certa fábrica, a receita gerada e o custo de produção sejam dados, em reais, pela função \( R(x) = 60x - x^2 \) e \( C(x) = 10(x + 40) \), sendo \( x \) o número de itens produzidos no dia. Sabendo que a fábrica tem capacidade de produzir até 50 itens por dia, considere as seguintes afirmativas:
I. O número mínimo de itens \( x \) que devem ser produzidos por dia, para que a fábrica não tenha prejuízo, é 10;
II. A função \( L(x) \) é crescente no intervalo [0,25];
III. Para que a fábrica tenha o maior lucro possível, deve produzir 30 itens por dia;
IV. Se a fábrica produzir 50 itens num único dia, terá prejuízo.
Assinale a alternativa correta:
Enunciado
Em jogos de voleibol, um saque é invalidado se a bola atingir o teto do ginásio onde ocorre o jogo. Um jogador de uma equipe tem um saque que atinge uma grande altura. Seu recorde foi quando a batida do saque se iniciou a uma altura de 1,5 m do piso da quadra, e a trajetória da bola foi descrita pela parábola \( y = -\frac{x^2}{6} - \frac{7x}{3} + 12 \), em que \( y \) representa a altura da bola em relação ao eixo \( x \) (das abscissas) que está localizado a 1,5 m do piso da quadra, como representado na figura. Suponha que em todas as partidas algum saque desse jogador atinja a mesma altura do seu recorde.

A equipe desse jogador participou de um torneio de voleibol no qual jogou cinco partidas, cada uma delas em um ginásio diferente. As alturas dos tetos desses ginásios, em relação aos pisos das quadras, são:
• ginásio I: 17 m;
• ginásio II: 18 m;
• ginásio III: 19 m;
• ginásio IV: 21 m;
• ginásio V: 40 m.
O saque desse atleta foi invalidado